Influências e vida

Foi cedo que Rubens descobriu sua “saga”. Seus primeiros experimentos com arte foram em Blumenau (SC), onde se expressava através de tintas, artesanatos e desenhos. 

Dos anos 70 aos 80, lapidou ainda mais este impulso natural em Berlim (Alemanha), lugar onde realizou sua graduação e mestrado (na Escola Superior de Artes de Berlim, atual Universität der Künste – UdK) e se construiu como artista visual. 

O neo-expressionismo que estudou na Alemanha o desenvolveu e seu trabalho expandiu para fases diversas, onde sempre explorou formas, cores, texturas e logo a seguir a tridimensionalidade. As técnicas que utiliza variam de acordo com suas descobertas, que podem migrar do básico (tintas) ao inovador (materiais orgânicos). Ao voltar ao Brasil depois de 10 anos na Alemanha, encontrou em Florianópolis (SC) o que almejava junto de Yara Guasque, sua esposa. Morar em um lugar afastado, imerso na natureza para se consolidar como artista, ser e pai. 

Sua arte majoritariamente contemporânea passou e passa por diversas fases. Para Rubens seu trabalho se dá como uma meditação, que permeia temas estéticos, técnicos, políticos, ecológicos e de expressão. Se estende também ao seu próprio jardim, lugar de onde resgata ideias, explorando a organicidade dos vários níveis do terreno, muros de taipa, aproveitamento de materiais de demolição, etc.

Além da obra propriamente dita, Rubens mergulha também no mundo da carpintaria, onde consegue brincar e fazer móveis com madeiras recicláveis que encontra pelas ruas ou que chegam pelo mar. Experiência essa que vem dos trabalhos com construção civil da época em que morou na Alemanha, e de seus pais (seu pai foi pintor de parede e sua mãe fazia tricô e crochê). 

A tridimensionalidade que explora em esculturas vem de sua afinidade e ganho da experiência em marcenaria também, ao que adiciona materiais orgânicos e soluções inusitadas.